Alterações Urinárias

As alterações urinárias podem ser várias, e representar várias situações. O indivíduo pode perceber alteração na coloração ou no odor da urina, na sua sensação ao urinar (dor, queimação, ardência, calafrios), ou reconhecer alterações através de um exame de urina, na maioria das vezes comunicadas pelo médico.

Algumas destas alterações são causadas por problemas existentes na bexiga, no canal que leva a urina dos rins à bexiga (ureteres), ou no canal que leva a urina da bexiga ao exterior (uretra). Dentre estas alterações temos o sangue na urina (chamado de hematúria), as infecções urinárias, os cálculos urinários, as malformações e os tumores. O médico é o profissional que deve auxiliar no esclarecimento de cada quadro e na proposição do melhor tratamento.

Outras alterações são causadas por doenças renais, como a perda de proteína na urina e o sangue na urina. Estespodem ser sinais de doenças de gravidade variável, de acordo com a sua causa. Se persistir por mais de 3 meses, uma alteração urinária pode inclusive significar que o indivíduo é portador de doença renal crônica.

O sangue na urina é causado por uma variedade de doenças, algumas sediadas nos rins, outras no trato urinário, outras vezes refletindo alterações na coagulação do sangue.

A proteinúria tem recebido especial atenção, por alguns motivos. Tem se mostrado um sinal útil para a detecção precoce de doentes renais crônicos, favorecendo o controle da progressão da doença com a adoção imediata de medidas dietéticas e medicamentosas apropriadas. Sabe-se que quanto maior a proteinúria, maior o risco de progressão. Além disso, usa-se a proteinúria para se fazer ajustes de tratamento medicamentoso e assim buscar maior sucesso no controle de glomerulopatias e da progressão da DRC.

A microalbuminúria representa a pesquisa de quantidades pequenas de proteínas na urina, em geral em níveis inferiores aos percebidos pelos exames de proteinúria. Sua importância é tornar mais precoce ainda a detecção de nefropatia em diabéticos, hipertensos ou pessoas pertencentes a outros grupos de risco. Outro aspecto que mais recentemente se reconheceu é o de que a presença de microalbuminúria identifica pessoas com maior risco cardiovascular, provavelmente por refletir dano difuso em pequenos vasos.

Responsável: Dirceu Reis da Silva
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